
Não é vazio, já passou disso. Não é medo, já tomou coragem. Não é angústia, pois não houve culpa que o coubesse sentir. Apenas é. Um “é” impessoal, mas ao mesmo tempo é essência do não ser e do ser. Palavras que possam distinguir possuem sentido excêntrico e inexistente para apenas significar. Foi-se o tempo de eternos dias pífios, e á cada dia há a eterna mudança hermética, mas ao mesmo tempo simplesmente o “é”.
É confuso e obscuro de relevar. Mas o que está em questão é o presente. Não se sabe passado, e não se quer futuro. Houve a ruptura com o tempo fugaz, houve um pacto com o tempo pleno em ser constante, mas não podendo existir passado e exercer a função de desaparecer. Tempo que agradece pela tragédia para poder fazer arte, frívolo e gélido – real. Afogue-o em uma garrafa de mentiras da realidade na vertigem do que foi, puxando-te a arder com teu “é” pessoal, o interior que havia de ser tu, e a escolha de quem fez que se foi um dia, o “é” era, já passou...
O tempo de mudar foi e voltou. O fogo queima todas as tuas verdades, dores e carências. Sua alma entra em combustão com o teu antigo ser, perturbações funéreas. Caminhaneste até o precipício, para voltar e nos dizer que é o fim... Todo o fim que tanto esperou, o final que não passa de um início colossal. Teu “é” agora é treva, o teu velho eu diante da guilhotina da tua dor que passou a esquecer de ti, e tornar-te tu... Ontem.
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