
É sexta feira a noite, uma varanda, a Lua, fones de ouvido, e nenhuma distimia... Eu estou me sentindo tão viva durante essas semanas, como se a vida voltasse aos meus braços, estivesse ar nos meus pulmões e meu coração voltasse a sua função normal. Comecei a refletir sobre tudo que havia feito, meus versos presos na minha mente sorrateira, sempre revoltada e mal entendida, eram versos de bem. Sem nenhum medo, ou mal envolvido. Em paz eu digo o que eu sou, o que nunca teve o som da calmaria ecoando pelos ouvidos, o cheiro da vontade de que tudo volte a seu lugar.
Escrevo tanto, uma terapia que poucos entendem... Minhas palavras são feitas como sentimentos, e expressam-lhes. A todo instante em meu interior. Não sei amar explicitamente, não dou ênfase a meus sentimentos mais profundos e de caráter amoroso, e também não sei demonstrar tristeza, apenas indiferença a tudo em alguns momentos, fraqueza... Que seja.
Mas o que me completa? É possível? Pois está aqui, tão cheio de sentimento que não é possível e nem viável explicar... Se fosse assim, perderiam toda a graça e duração...
O meu fardo, e incompreensão, isso machuca, arde e te tira algumas lágrimas de dor... Passei a falar menos, escutar mais. Isso não fere, te ensina. A sabedoria do tempo é legível, e como é...
Mas agora, sinto vontade de dizer, que algumas coisas nunca mudam... Não importa os fatos, e nem a duração... Permanecem arduamente com a sensação de que nunca irá ter fim, ou continuidade. Essa dúvida é assombrosa, escura e vã. Instiga-me e me faz tentar descobrir mais sobre mim, e de quem faz a brigada da existência de vida e sentimentos em internamente.
Apegue-se á essas palavras... Há mudança, há permanência, é vida!
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